A doação de óvulos é um gesto altruísta e generoso que permite a muitas mulheres e casais concretizarem o sonho de serem pais. É também um processo médico altamente controlado e seguro, tanto para a dadora como para a recetora. Em Portugal, este ato é legal, regulamentado e pode ser compensado financeiramente de forma ética e proporcional aos incómodos e despesas envolvidas.
Neste artigo, explicamos detalhadamente como funciona o processo de doação de óvulos, passo a passo, tanto do ponto de vista da dadora como da mulher recetora.
Como funciona ?
A doação de óvulos, também chamada ovodoação, consiste na cedência voluntária de ovócitos por parte de uma mulher saudável a outra mulher que, por motivos médicos, não consegue engravidar com os seus próprios óvulos. Os óvulos doados são fertilizados em laboratório (fertilização in vitro) e os embriões obtidos são transferidos para o útero da recetora.
A doação é voluntária, informada, e pode ser remunerada com uma compensação financeira autorizada por lei, destinada a cobrir os incómodos e despesas associados ao processo.
Ter entre 18 e 34 anos
Ter boa saúde física e psicológica
Ter um índice de massa corporal (IMC) entre 18 e 30
Não ser portadora de doenças hereditárias graves
Não apresentar comportamentos de risco
Etapas do Processo de Doação de Óvulos
A doação envolve um conjunto de etapas bem definidas. Explicamos de seguida, passo a passo, como tudo acontece:
Pré-avaliação: Primeiro contacto com a clínica, onde a candidata responde a um questionário inicial.
Avaliação médica: Inclui exames físicos, análises ao sangue, rastreios genéticos e psicológicos para garantir a segurança da doadora e da receptora.
Estimulação ovárica: A doadora toma medicação hormonal durante cerca de 10 a 14 dias para estimular os ovários a produzirem mais óvulos.
Monitorização: Durante a estimulação, são realizadas ecografias e análises regulares para acompanhar a resposta ao tratamento.
Colheita dos óvulos: Procedimento simples e rápido, feito sob sedação ligeira, com duração de cerca de 20 minutos.
Recuperação: A doadora pode retomar a sua rotina no próprio dia ou no dia seguinte.
O que é necessário para ser dadora ?
Ter entre 18 e 34 anos
Ter boa saúde física e psicológica
Ter um índice de massa corporal (IMC) entre 18 e 30
Não ser portadora de doenças hereditárias graves
Não apresentar comportamentos de risco
Efeitos Secundários e Riscos
Desconforto abdominal: Sensação de inchaço ou dor ligeira durante a estimulação ovárica.
Alterações de humor: Causadas pelas hormonas administradas durante o tratamento.
Hiperestimulação ovárica: Complicação rara, mas possível, em que os ovários reagem de forma exagerada à medicação.
Riscos associados à sedação: Pequeno risco relacionado com o procedimento de recolha dos óvulos, que envolve sedação ligeira.
Impacto emocional: Algumas doadoras referem sentimentos complexos após o processo, sendo o acompanhamento psicológico fundamental.