A fertilidade masculina desempenha um papel crucial na conceção, sendo responsável por cerca de um terço dos casos de infertilidade entre casais, de acordo com dados da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos. Um dos principais indicadores dessa condição está relacionado com a saúde e funcionalidade do esperma.
A qualidade do esperma é avaliada através de uma análise do sémen, que mede diversos parâmetros fundamentais para a fertilidade masculina:
Estes três indicadores permitem aferir o potencial de fecundação do sémen. Mesmo que a contagem seja normal, alterações na motilidade ou na morfologia podem comprometer a fertilidade.
Vários elementos podem afetar negativamente a produção e a qualidade do esperma, nomeadamente:
Além disso, a presença de stress oxidativo — muitas vezes provocado por uma dieta pobre em antioxidantes — pode danificar o ADN dos espermatozoides.
A análise do sémen é um exame simples e não invasivo, que deve idealmente ser repetido em três momentos distintos, com intervalos de semanas entre si, para garantir resultados fiáveis. O teste avalia não só a quantidade de espermatozoides, mas também a sua viabilidade e integridade.
Existem diversas alterações no estilo de vida que podem melhorar significativamente a qualidade espermática:
Certos fármacos prescritos podem impactar a qualidade do esperma. Entre os mais comuns, destacam-se:
É essencial discutir com um médico qualquer medicação em curso, especialmente quando se está a tentar conceber.
Alguns suplementos alimentares, como o zinco, o selénio, o ácido fólico e vitaminas antioxidantes (C, E e coenzima Q10), podem beneficiar a saúde espermática. Contudo, a sua eficácia varia de caso para caso, e a automedicação pode ser contraproducente. O ideal é seguir orientação médica ou nutricional personalizada.
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